segunda-feira, 21 de março de 2016

A política da Páscoa- Por Meila Bastos de Almeida em 17.03

PÁSCOA...
O assunto da família deveria ser Páscoa.
Em meio a uma semana (passada) com duas viagens de trabalho, minhas primas e meu irmão Marcelo lançam nosso blog. Estamos pensando nele a tempos e enfim se concretiza.
Eu, Meila, “veterinária amorosa” (rsrs), mãe de menino, sub gerente do Laboratório de Produção de Kits Diagnósticos do TECPAR (faço questão de citar porque tenho muito orgulho do cargo e de trabalhar ao lado da minha gerente, amiga e parceira Giselle Nocera), mestranda da UFPR e mulher (rs) me comprometi a participar e escrever sobre a Páscoa. O enfoque seria: Páscoa longe da família!
Pois é, esse ano não estarei com eles, não estarei com vocês família...
O Martim não vai procurar os ninhos com os primos, não teremos fotos de todas as crianças pintadas de coelhinho (faltará meu filhote), não vou ouvir a oração da Tia Ana...Mas como sempre, estaremos juntos no coração e na alma.

Páscoa, renovação, renascimento...

Então...

Irei roubar o sentido da Páscoa para falar de política, e que Deus me perdoe por isso!
Acontece que não consigo escrever nada além do que estou sentindo essa semana, sentimentos adversos aos que senti semana passada, com tantas conquistas no trabalho.
Semana em turbulência no cenário político e assim está também meu coração: em turbulência.
Já chorei, já sorri, chorei de novo (choro de revolta, depois de alívio).
Me sinto traída, roubada, agredida...

*Hoje saí de preto e no horário do almoço voltei pra casa pra jogar um verde e amarelo nas costas, rs.

Pois bem, que a renovação e o renascimento que comemoramos com a Páscoa venha para esse país que é tão lindo e tão imenso.
Ontem pela primeira vez ouvi minha mãe dizer que se mudaria de país. Minha mãe????
Quantas brigas tive com ela na adolescência quando ela afirmava que não reparou no golpe militar, que não viu, era muito nova, namorava o papis e só. Rs
Hoje uma mulher politizada e que educou, juntamente com meu pai (homem mais inteligente que conheço), filhos politizados. Essa mulher quis ir embora do país num surto de desespero e frustração!
Tenho a dizer que se eles forem eu vou também, rsrs.
Ontem, também num ato de desespero, saí de casa com meu filho pequeno e fui as ruas. Gritamos, cantamos, choramos...
Tenho NECESSIDADE de continuar esperançosa.
Meu trabalho não fará sentido num país governado dessa maneira. E minha tese? Também não fará sentido...
E meu papel de mãe? Que sentido dar a ele cada vez que imagino o país daqui a 10 anos (Martim terá 18) ainda governado por essas pessoas?
NÃO! Digo não!!
Ou mudamos tudo agora, ou vamos embora. Pois do contrário verei meu filho indo embora por conta própria quando atingir a maioridade, e eu terei ficado aqui perdendo meu tempo.
Portanto digo NÃO!! Não quero! Não deixo!




Um comentário:

  1. Acompanhei a revolta da minha prima esse dia. Eu tentando entender o que estava acontecendo enquanto meus filhos não me deixavam tirar do Discovey kids...

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